Meu Claro Pensamento


30/10/2009


E faz-se LUZ???

 

Ouvi, tentei perceber mas não consegui.

A ministra da Energia confirmou que o governo está a fazer um "esforço" para que Luanda esteja mais iluminada em Dezembro, no Natal. Sério? E depois disso? Olhar para a rua e "Velas" de novo às escuras. Ela melhorou o discurso dizendo que o goveno está a investir em grupos geradores. Será necessário? A vir do Uíge de noite, vê-se ao longe muitas luzes e sempre se parece alguma cidade iluminada. Nada disso. São as aldeias iluminadas, não apenas na rua principal mas também por dentro delas, pelas ruelaszinhas q lá existe, e sabem como? Placas solares. Custa? Custa sim. Mas de certeza bem menos que os grupos geradores. Mas custa perder as luvas não???????

Se a EDEL e a ENE não conseguem gerar energia para a cidade toda, porque não se investe em placas solares pelo menos para a iluminação pública?

Mais grupos geradores depois dos exemplos conseguidos e gerados por inteligências que trouxeram para cá essa ideia idiota de geradores pela cidade. Até aquando? Haverá alguém que (des)aconselha o governo a investir nessa besteira? Depois muita felicidade para luz em Dezembro e não se fala no pós Dezembro. Parece a campanha da polícia ao longo da estrada Luanda - Benguela (e dita de sensibilização) diz assim: "Nos fins-de-semana e nos feriados reduza nas curvas". E no resto da semana?????

Enfim...

 

Escrito por Edson Macedo às 20h06
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28/10/2009


Eu o estrangeiro e o novo BI

 

Hoje em dia e claro graças às estradas nacionais e aos aeroportos, tenho circulado por elas a caminho de algumas províncias para divulgação do evento em que estou no momento a trabalhar (diga-se de passagem sem a mesma vontade que no início). Numa dessas idas e vindas fui me deparando com algumas questões no mínimo constrangedoras. A mais triste e SUJA é fazerem-me sentir estrangeiro no meu próprio país.

No desembarque em Benguela cheguei a receber do guarda fronteiriço a informação meio bruta “estrangeiros é ali”…

A vir do Uíge, na ponta que limita o Uíge do Bengo o polícia manda parar, vem do lado direito da estrada um tipo que atravessa a estrada, passa pelo motorista e vai para o lado esquerdo do carro, no banco da frente e bate no vidro e diz para mim: “Vossa legalidade”… Sem sequer pedir nada mais aos outros nem mesmo ao motorista. A esse então nem lhe dirigiu a palavra.

Dia 21 a caminho de Malange, e por experiência, sentei-me no banco da frente, ao lado do motorista, e simplesmente a viatura foi mandada parar em todos quanto eram postos com polícia. Em apenas uma das paragens, veio quase que a correr um tipo da emigração que ofegante falava em voz alto para o polícia e olhando para mim: “ é estrangeiro né? É estrangeiro…” Ao que prontamente lhe perguntei, com alguma brutalidade, se queria ver o meu bilhete de identidade. Olhou para mim e a gaguejar disse que não era preciso. Insisti e entreguei para ele ver.

Tudo isso porque continuamos com agentes da (dês)ordem pública que repetiram a 4ª classe e acham que têm a 8ª. Será tão difícil assim entender que por ser branco (como rezava o BI anterior, já que o de agora reza Mista) não posso ser angolano? Muitos deles nem passaram, de bagagem e AK nas costas como eu e muitos passaram.

Se assim, com a raça no BI estou a ser interpelado ou confundido com estrangeiro o que será com o mais novel BI que não tem raça? Até que ponto é fiável (ou não) a ausência dessa característica? Francamente a mim nunca me afectou até porque sempre tem vantagem principalmente quando se procura alguém já que os nomes são mais fáceis de serem o mesmo entre várias pessoas.

O novo BI tem umas novidades e segundo os experts é bem melhor. Vem sem raça e como não temos necessidade de saber quantos estamos a trabalhar então vem também sem profissão. Isso sim, acho “inacebível” não constar no novo BI. Então não temos profissão? E uma coisa dessas foi vista, analisada e aprovada com ovação pelos deputados deste país. Francamente…

O que é certo e depois de tanta conversa sobre o novo BI que é anti-cópia, etc., e que até se trata na hora, o que se vai vendo até agora é que se trata depois de umas horas e se recebe depois de uns dias.

Deviam de sentir a felicidade do homem do Ministério da Justiça empolgado a dizer que o novo BI está a ser tratado pela mesma empresa que trata dos BI´s lá dos States.

 

Escrito por Edson Macedo às 10h39
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20/10/2009


A História da Cinderella

COMO CONTAR A HISTÓRIA DA CINDERELA AOS PUTOS, SEM QUE NÃO NOS CHAMEM DE "KOTAS" :

Há bué de time havia uma garina cujo kota dela já tinha parado o motor e ela vivia com a madrasta, que era uma granda malaika e as xungas das filhas dela. A Cinderela, Cindy prós mais chegados, lhe privavam bué no cubico e lhe punham a salar p'a caraças, sem tempo sequer pra enviar uns emails assim de leve. Por causa dessa bandeira, a dama só queria desmarcar do cubico, porque a
madrasta fazia-lhe bué de dicas malaikas. É então que a Cindy fica a saber duma ganda boda que ia surgir: do bom casório! A duia curtiu bué a ideia, mas as outras chavalas deram bandeira e lhe estenderam na kota.  Ela ficou bem verde, mas depois de andar à toa uns coche, apareceu-lhe uma fada porreira que lhe fezou uns griffes fixes, que por sua vez lhe ficaram bem bala, ficou "malé boa". Só que ela só podia ficar na desbunda até a hora 24. A duia captou a ideia e foi pró puro zongue na bisga. Ao entrar na party, galou um mano pitxu e cheio da massa e que, por sua vez, as damas lhe morriam a sério, a fezada da garina é que o avilo também lhe curtiu bué, lhe sondou de longe e começou logo a lhe fazer ideia. Aí a Cindy lhe morreu logo e desbundaram "ól naite long" até que ao ouvir as 12 batidas a dama teve que dar o desmarque e correu. O brada ficou malaiko ao ver a fezada da noite a bazar e lhe abriu um quibulo assim de leve, mas bilhas, só encarou um dos pisos da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, pega no puro boter e baza à procura de um pé que entrasse nos pisos que a dama deixou. Como ele era um ganda fezadeiro, alguém deu a dica onde a dama poderia viver e conseguiu encontrar o broto. Só o nervo das outras damas quando souberam que os avilos iam juntar os trapos, nem vos conto... No fim, a garina e o dred se fizeram o puro feicho e epá, tipo que foram felizes para sempre.

Escrito por Edson Macedo às 19h58
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UM DIA CONSIGO VIVER SEM ESPOSA!!!!

O marido e a mulher ñ se falavam há uns 3 dias. Entretanto, o homem lembrou-se q no dia seguinte teria 1 reunião muito cedo no escritório.Como precisava de se levantar cedo, resolveu pedir à mulher p/ acordá-lo. Mas p/ ñ dar o braço a torcer, escreveu num papel:
'Acorda-me às 6 horas da manhã'.
No outro dia, ele levantou-se e quando olhou para o relógio eram 9h30. O homem teve um ataque e pensou: 
- Q meeeerdaaa! Mas q absurdo! Q falta de consideração, ela ñ me acordou... Nisto, olhou p/ a mesa de cabeceira e reparou um papel no qual estava escrito: 
- ... São 6 horas, levanta!!! 
 
Moral da História:

Não fique sem conversar c/ as mulheres, elas ganham sempre, estão certas sempre e são simplesmente geniais na vingança!!!!!! O casamento é a relação entre 2 pessoas, onde uma pessoa está sempre certa e a outra, é o marido! 

Isso faz lembrar um poema q li uma vez...
 
Meu nome é MULHER! 

Eu era a Eva 
Criada p/ a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe,
Sou taxista, Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para actuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!! 
(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)

Este é daqueles e-mail´s q se devem enviar a todas as MULHERES MARAVILHOSAS e só aos homens inteligentes... (hehheheheh)

Escrito por Edson Macedo às 18h38
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19/10/2009


Malange X Huambo

Malange

De carro pela estrada nacional 210 fomos ter à Malange. Uma ida calma, numa estrada arranjada e larga. De alargada ela merece destaque mas peca no afunilamento nas pontes. Elas se tornam perigosas pela quantidade de carros q para ela convergem. Chegados a Malange foi tristemente decepcionante  a forma como a encontrei.

Revi a escolha Che Guevara onde fiz a minha primária, revi as ruas por onde fugia da escola (com a professoara e colegas a minha tras) e vi onde parava no final dessa “berrida”. O bar Arcadia que na altura, para mim, tinha o melhor chá com pão. Vi a Hojy Ya Henda onde fiz a 5ª e a 6ª e depois passei pelo Liceu onde fiz o Ensino Médio. A maxinde foi outro ponto de reencontro com o passado numa nostalgia quase lacrimejante, não fosse eu proibido por mim mesmo de chorar a uns bons anos atrás. Vi o cine Maxinde. Nele aprendo a aprofundar o meu vício pelo cinema, aprendendo a projectar, aprendendo a colar fitas rebentadas pela velocidade da máquina que projectava e ate a vender bilhetes e a ordenar a entrada. Lembrei-me das vezes em que me punha numa sala por lá a desenhar cartazes do Hiakari, do Zorro, do Fantasma para simular cartazes de filmes que na verdade não passavam disso mesmo... “filmes”. Ou seja: cartazes novos e diferentes mas no ecrán o mesmo filme. Lembro especialmente de dois como “Sol Branco do Deserto” e “Tribo Masai”. Mais tarde surgiu outro que ficou por lá imenso tempo. Está lá tudo... ou melhor nada. Tudo abandalhadamente abandonado. Partido, sujo, inexistente e com que um fantasma a querer surgir ou até qual Fénix.

Mas é Malange com os seus cantos e recantos e agora sem recantos porque até esses estão expostos à falta de inteligência, de vontade política, do sentido e respeito pela Nação e pela forma desumana com que se resolvem, ou deixam de se resolver, questões que deveriam de ser um bem de todos e de cada um para que o país fosse então “uno e indivisível”.

Diz-se que o problema foram as pessoas que foram dirigir a província. Será? Ou será de quem as menteve ou as deixou estar nesse lugar ou posto? Está um novo por lá. Vamos ver agora se o cardoso terá uma Boaventura... resta esperar, embora me sinta livre de me expressar pela frase de Neto quando escreveu “impassiento-me nesta mornez histórica de esperas e de lentidão.”

Haver vamos se havemos de voltar à nossa Malange áurea dona e senhora de qualidade de vida, desde o algodão às vacas do Sila que todas às manhãs nos alimentavam de leite natural e freco.

Volto lá na quanta-feira (21) e como fico 4 dias, vou com certeza procurar por lugares onde namorei, onde brinquei e claro (re)ver os meus amigos e quero também ver, se possível, meus antigos professores. Teimoso como sou, acho q consigo.

 

 

 

Huambo

Eram 8h30 e estavamos a ser chamados para seguir para o avião que nos iria levar ao Huambo. A cidade vida. Foi vida minha durante alguns bons e maus dias. Intermináveis e mesmo ineguros dias nos tempos das FAPLA aquelas que quando chegassem era melhor desaparecer.

Postos no avião fui, claro lendo o Jornal de Angola e me diliciando com algumas notícias até ser autorizado a ligar o computador.

Estou de regresso ao Huambo de onde saí em 1991, no finalzinho da guerra, no iníciozinho daquela paz assinada em Bicesse e que no final vimos que uma das partes não havia assinado apesar de ter dito que “as armas já não têm razão de ser”.

Espero uma cidade linda, maravilhosamente a crescer pelas informação que vou recebendo da comuncação social e dos amigos que insistentemente para lá se deslocam. Espero uma cidade linda depois de ter cruzado com duas pessoas que conversavam entre si e de um deles ouvi “epa, Huambo aqgora? É oroooppppaaaaaa...” Ouvi retive e me lembrei que seria Europa. E cá estou, sentado no Embraier da Air26 (a ir 26 para alguns) e com alguma ansiedade me revejo a pisar o solo daquela província que de tão mártir no exemplo de sofrer com coragem se tornou exemplo de se erguer com dignidade.

 

Escrito por Edson Macedo às 21h49
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