
Há notícias que em número gênero e grau conseguem em pouco espaço de tempo transformar toda uma estrutura de pensamento, de reação, de disposição e muitas vezes de carácter.
Duas notícias numa mesma semana me deixaram feliz (a primeira) e triste (a segunda).
A primeira dava conta da actitude da Governadora Francisca do Espírito Santo sobre a trava que colocou à farra de putismo exacerbado que é o tema Bumbum dourado. Depois de muita farram pompa e circunstância coube a hora, honra e vez da Governadora por fim a esse assunto que quando tomei conhecimento me deixou estremamente triste, embora seja amante de um bom bumbum e que nem é dourado mas é lindo porque é verdadeiro.

Já a esquecer esse assunto, eis que num passeio pela net me deparo com a morte de Michael Jackson. Também eu fui, sou e serei fã desse homem(?) que revolucionou não só a música mas a forma discursar e reagir a situações mesmo contra poderosos.
Comecei a gostar dele quando aos 17 anos de idade bateu o pé contra a toda poderosa Motowon recusando passar a ser apenas mais um artista da produtora e passando então a investir em si e no queria fazer.
Jacko foi o primeiro a gravar em 5.1 e não foi acreditado por muitos (incluindo Quincy Jones). Mostrou ser ele mesmo, criou informação para a mídia e esteve desde os 5 anos de idade sempre nas primeiras páginas dos jornais fazendo render rios de tinta que ajudaram a sair da falência alguns jornais em fase de “rebaixamento”.
De tudo o que ouvi e li sobre Jacko só acreditei no ódio entre ele e o irmão Tito a quem culpava da morte da cunhada. Mas até Tito soube marcar presença no último julgamento de Michael sobre pedofilia (já agora e o Carlos Cruz ?????). Absolvido voltouo a tentar e foi sempre e uma vez mais vítima da ignorância e do oportunismo dos outros muitos que estavam sempre ao lado dele na hora do copo e distantes na hora de pagar a factura. Enfim... Vamos ver muitos a adorarem Michael Jackson inclusive aqueles que sempre acharam que “ele odiava tanto ser negro que fez operação para ficar branco”. Desculpem mas nem qualifico uma afirmação dessas não pelo Michael ou por mim mas por pena da mãe de quem me dise isso. E posso garantir que quem disse isso é formado, doutourado e... sem neurónios.
Recordar Michael e ao mesmo tempo responder a esse tipo de filhodaputismo é mencionar apenas:
“Heal the world
make it a better place
For you and for me
and the rest of human race.”
Este é o legado que devemos guardar e, por favor, de uma vez por todas deixem pelo menos agora o rapaz descansar em Paz.




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