Quem nunca os cometeu? Atirar a primeira pedra? Não as haverá suficientes pelo número de erros e de errantes que existem.
Mas errar não é nada por aí além. Errar é natural, pelo menos o primeiro erro. Afinal, “erraren humanun est”.
Mas se é tão natural e ao mesmo tempo tão maquiavélico errar, o que faz com que pessoas dotadas de racionalidade errem e errem tanto e feio por tanto e até… por tão pouco?
Talvez haja uma gritante descoordenação pelo que somos e queremos pelo que devemos ser e querer. No momento do “quero” o “devias querer” envia um sinal ao poder decisório que o ignora daí que o “devias querer” nos abandona à nossa sorte e como que à deriva nos espalhamos e só depois nos damos conta que erramos connosco, erramos para com os outros e muitas vezes erraram para connosco.
A grande virtude porém não deixa de ser no facto de errar mas sim em estarmos por dentro da nossa racionalidade de humanos, embora cada vez mais animalesca, e vermos que afinal somos humanos, pensantes e racionais. Se descobrimos o errado então é porque ainda temos a capacidade de distinguir o certo que existe, sempre, todos os dias e que anda de mão dada com o errado porque afinal é o outro lado da moeda. Por isso, errar é humano, mas persistir no erro…




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