Estamos todos os dias colados a ele. Muitos de nós "desconsegue" sair de casa sem a sua companhia e outros não dormem sem o colocar por cima da banca, ou em alguns casos que conheço bem, por debaixo da almofada. Para não falar de uma que vi, que colocou por dentro… Xxxiiiiiiiiii… Ele faz parte, há uns bons anos para cá, da vida de todos nós, de cada um, de tal forma que nos fez em pouco tempo sermos totalmente dependentes da sua estrutura, beleza, qualidade, funções e até algumas disfunções. Hoje 10 de Março é o dia dele... Sim... Alô? Está lá? Sim... Esse mesmo... O telefone. O nosso amigo, na era da globalização, mais fiel que o cão, porque esse, já não ladra quando queremos e hoje por hoje é bem capaz de abraçar o ladrão e morder o dono da casa. é só ver a quantidade de cães e outros já, ou ainda cachorros que proliferam a esfera política da mesma forma como correrem para um osso cada vez mais ruído. O telefone esse nosso amigo, mantém-nos de pé a espera, obriga-nos a deitar e rebolar quando nos trás uma boa notícia e suporta o encontro com uma parede quando é portador de maus recados e afins. Ainda assim ele mesmo sabe desligar-se quando não está alimentado mas sabe também fazer com que nos levantemos da cama para lutar por mais um dia de trabalho que no fundo, também ele sairá vencedor. Afinal, dar um alô chega a ser tudo. O que não muda por causa de um telefonema? Aquele recado que não recebemos e causou um desencontro. Ouvir a voz da paixão, lá longe, dando um alívio para a saudade... Aquela chamada que marcou a entrevista para o primeiro emprego. A fofoca que veio antes de mais ninguém saber! E a desculpa esfarrapada, como umas a dizer para a mãe que vai dormir na casa da melhor amiga... o que não muda por causa de um telefonema! Tudo muda... Mas a intenção dele se mantém sempre para o todo sempre. Agora boa tarde, que vou desligar, afinal o crédito do telefone também passa e bem rápido. PS: Ainda me provoco e escrevo sobre um telefoneminha que recebi a uns dias e quase explodia o coitado do aparelho de tanto que era o cruzar e descruzar de… linhas.










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