
Este é o mês de Fevereiro. O consagrado ao amor dos que amam, dos que querem ser amados, dos que amar e pouco para os que já amaram e sabem que, não mais serão amados. Fevereiro do amor é também o mês das catanas empunhadas a 4 de fevereiro de 1961 dando o início da luta armada que culminava a 11 de Novembro de 1975, com Agostinho Neto a proclamar a República Popular de Angola, "perante a África e o Mundo".
Mas fevereiro por ser vermelho de amor a chegar e de ferrari a partir é todo ele sensual. Na forma de ser e de estar connosco, no pensamento de quem se ama, ou se deseja (amar) e na vontade de que quem já amamos nos olhe e sinta que o passado ido só aconteceu para reforçar o futuro que viria, se ainda amasse, mas que é ofuscado pelo desamor presente.
Ainda assim, o vermelho de Fevereiro, vem com lembranças "antigas" de momentos partilhados à luz de velas de S.Valentim reflectidas em sombras húmidas de extase projectando seios, corpo e alma envolvidos em momentos sexualmente únicos, próprios e partilhados à dois, com amor, amor e... amor. Prazer? Também. Mas o amor por que dois corpos passaram, fluiram e se encontraram era o sinal de uma vida em comum fortes e sempre unidos mas que afinal e tal como aquela mesma vela que presenciou tudo e dividiu com as paredes a inveja de ver, e sentir, dois corpos em harmonia líbida, tudo isso, tal como essa mesma vela, no final, que alguém jamais o projectou... ACABOU...
Acabou e fica assim. Acabou e não fica mais assim. Apenas... Acabou. Com uma única diferença:
Para nunca mais voltar. Voltar ao 14 de Fevereiro, pensar S.Valentim e chegar à conclusão que afinal Valentes não São porque foi-lhe impossível vencer a batalha das intrigas e dos dissabores desta vida que é única, sabe de nós, nos prega partidas para no fim...
Acabar...




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