Meu Claro Pensamento


31/01/2008


Estamos com fome de amor!

Meu amigo Adbaio Vunge mandou pra mim o texto que abaixo publico. É de Arnaldo Jabor (na foto), que entre outras coisas é um excelente crítico, dramaturgo, jornalistas e vários eteceteras do nosso país irmão Brasil. Para os que conhecem Jabor vale a pena ler, e para os que não conhecem vale a pena ler para conhecer.

Reitero o meu pedido de comentar quem quiser lógico e deixo aqui os meus agradecimentos ao Adebayo Vunge por ser também ele homem de letras e amigo.

"Estamos com fome de amor!
 
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão' (já citei essa frase em uma crónica antiga, mas ela sempre volta)!
 
Pretensiosamente digo que assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
 
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
 
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?
 
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
 
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
 
Quem duvída do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!' 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
 
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.
 
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
 
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.

Antes idiota que infeliz!
 
Arnaldo Jabor "

 

Escrito por Edson Macedo às 20h56
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27/01/2008


Foi-me enviado o texto que transcrevo na íntegra e que dá conta da "resposta" que Tchizé dos Santos "dedica" à música de Dog Murras.

No meu ponto de vista, no meu, se Dog Murras tem alguma, ou toda razão no que escreve canta, Tchizé tem também alguma ou toda razão no que escreve. Nota-se que, pelo que li, mais do que ser filha de quem é está também atenta ao que se passa ao seu redor, embora, como temos ouvidos um pouco por todo lado, seja ela uma das pessoas que favorecem a entrada de xtranjas no país e beneficiem de garantias e oportunidads que nós os angolano só vemos como Colombo viu a Índia... por um binóculo.

Mesmo assim, gosto quando Tchizé se impõe sem receio nem medo de ser tachada como a filha, ou a princesa, mas com a convicção de ser Tchizé dos Santos.

E eu adoro quem escreve e assina com o próprio nome sem se esconder em pseudónimos, assim como faz um tal de Edson Macedo.

Vamos então ao texto da Tchizé, e por favor comentem...

" Ouvi recentemente a polémica música do cantor Dog Murras e como jornalista, não pude ficar indiferente à sua letra.
 
Creio que o Dog Murras canta algumas verdades, mas como figura de referência que é, não devia fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive, no anseio por uma angola reconstruida e totalmente recuperada da guerra, onde todos os nossos filhos possam ir à escola e onde já não teremos as "diarreias" de que ele fala e que todos nós já tivemos. Mas o próprio Dog Murras há de saber que não se constroi um apaís em 5 anos, nem em 10. 
 
Ninguém gosta de ser relembrado que vive num país com difiuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, aos quais estão expostos TODOS os angolanos, RICOS E POBRES. Todos passamos pelos mesmos buracos e todos sofremos no mesmo trânsito no dia-a-dia, Ricos e Pobres. E todos continuamos a amar a nossa Angola, Ricos e Pobres.  Temos é que trabalhar UNIDOS por uma angola melhor e por um futuro melhor para os nossos filhos, ricos ou pobres. E para esquecer as "malambas", então juntamo-nos ao fim-de semana e dançamos os Kuduros do momento que geralmente, esperamos que nos entretenham e nos façam esquecer os problemas, ao invês de nos frustrar ainda mais.
 
É preciso entender que os obstáculos fazem parte do percurso e que os "engraxadores", "bajuladores", os "Kotas Bosses", e outros delinquentes do colarinho branco, existem em todas as sociedades e passam por cima de outros cidadãos, ricos ou pobres. É o dia-a-dia da batalha pelo ganha pão. A discrepância social infelizmente é um mal global que temos que combater, JUNTOS,  e não desunidos e odiando-nos uns aos outros e fomentando o ódio, ou criando bodes espiatórios como os emigrantes estrangeiros ou os ricos, que na sua maioria um dia também foram pobres. 
 
O problema é que infelizmente alguns "pseudo-novos-ricos" angolanos esquecem as suas origens e querem passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força. Isto é que tem que acabar, pois o dinheiro e o poder não identificam um ser humano. Os seus valores sim o caracterizam, fazendo dele um bom ou mau angolano.
 
Também acho que os Chineses não têm culpa da nossa herança histórica que traz consigo poucos quadros angolanos capazes de fazer as obras que eles fazem com aquela rapidez.
 
O que seria melhor? Não fazer as obras porque não sabemos fazer bem e rápido, ou chamar expatriados que façam bem e aprender com eles a fazer melhor ainda? Temos que ser humildes e reconhecer que Angola é um país novo no qual TODOS estamos a aprender como se constroi uma economia de mercado forte. Ninguém nasce ensinado.
 
Agora coloquem-se no lugar do Chinês, Francês, Brasileiro, etc... Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm de ser recompensados por irem para a nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira, como diz o próprio cantor, que aliás é um compositor genial.
 
Creio que os senegaleses, zairenses e malianos tb não podem ser culpados da nossa falta de competitividade, ou inexperiência natural de um país com 32 anos, que os deixa vencer a concorrencia nos nossos próprios mercados. E por fim, os portugueses não têm culpa do facto de gostarmos tanto de comer os seu chouriço, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres, em vez valorizarmos a nossa CUCA e Nocal e o Yuki, ou a chikaungua da terra nas festas e bailes onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha.
 
Conclusão, temos que trabalhar, pois ser empregado não é vergonha, ser pobre não é vergonha. Trabalhar até de madrugada não é vergonha. Vergonha é ser-se arrogante, ser-se fraco e baixar a cabeça quando um obstáculo se nos impõe. Vergonha é ficar a lamentar os problemas de braços cruzados. E o Angolano não é fraco. O angolano não é violento. O angolano é orgulhoso, mas também é lutador. E com o seu jeitinho, vai resolvendo os problemas.
 
Sejamos unidos, ouçamos as críticas do Dog Murras, sem entretanto interpretá-las como um estímulo ao racismo, nem à desunião dos angolanos, pois com certeza não é essa a intenção do poeta. Enfrentemos a nossa realidade de frente e sem hipocrisia, mas creio que Angola não é dos Chineses, nem dos portugueses e nem dos brasileiros. Angola é mesmo dos angolanos! E nós temos que nos instruir, temos que batalhar e ganhar experiência de trabalho para não nos deixarmos enganar pelo senegalês, brasileiro, português, francês, inglês, chinês na nossa própria terra, pois a ignorância é o maior inimigo do homem e o esclarecimento a melhor ferramenta para o sucesso.
 
Por: Tchizé dos Santos"

Escrito por Edson Macedo às 11h44
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26/01/2008


De facto, e respondendo dirtecto a minha amiga A.Mathaya pelo comentário ao último texto, Luanda tem tantos e entretantos mas tem e nos oferece maravilhas que só a natureza nos sabe proporcionar. O pôr-do-sol que ela se refere, vejo-o todos os dias ao entardecer, no trajecto Luanda Benfica, num trânsito infernalmente parado mas que se vai relevando na beleza do pôr-do-sol, aqui fotografado por mim (via NokiaN70) e que reflecte bem a beleza de ser e estar dos angolanos que brilham, tal como o Rei Sol, de manhã até ao anoitecer mas com a convicção que mesmo com o descanso do Sol, nada irá prejudicar o brilho branco da Lua que de seguida surge nos céus para nos proteger durante a noite e nos devolverá à vida e consequentemente ao…

SOL.

Escrito por Edson Macedo às 22h57
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25/01/2008


Feriado pra Luanda

Hoje é 25 de Janeiro de 2008. Luanda está de parabéns por estar a completar mais um aniversário. Está a ficar velha? Não. Em alguns casos já está. Noutros é tão criança que até dá pena. Pela rádio o Kiandando nos dá todos os trajectos a percorrer devido aos engarrafamentos. Muitos? Não. Poucos mas cumpridos… Não… Longos… Motivo? Motoristas que repetiram a 4ª e acham que têm 8ª agravada a presença de polícias que têm medo de mandar. Perdem-se horas por um trajecto de minutos. Solução? A presença da tropa do PR que no mesmo local me faz percorrer o mesmo trajecto em minutos. Porquê? Coragem, determinação, cara feia e muita chapada se necessário. Com eles nas estradas não se vê um motorista indisciplinado.

Mas Luanda tem as suas coisas boas… Tem…, também tem… bem… acho que tem… e aquilo??? Bem… é difícil. Em Luanda as coisas boas são fáceis de encontrar.  Farmácias 24h, oficinas mil, comida em todos os cantos da cidade, passeios cheios de tudo à venda ou não e lojas cheias de mercadoria para venda disputando clientes com vendedores à porta das lojas. Luanda tem várias investidas policiais. Projectos do tipo “Operação Tango” que limparam as ruas dos vendedores que se foram e regressaram e com mais força e mercadoria. Esta foto a baixo é o mercado do Roque Santeiro. Vende-se tudo. Mas refiro-me a tudo mesmo. Até meninas de tenra idade ou homens para bater alguém... enfim...

Ainda assim Luanda cá está… Luz? Já não vai muito. Vem pouco. Água vem de sisterna na maior parte da periferia e de torneiras em já várias áreas da cidade. Luanda é linda. Luanda é cosmopolita e Luanda é o centro do negócio do país. Seja que negócio for, ela é como esse sol que queima sempre e cada vez mais: chega pra todos. Luanda fez 432 anos de idade e como cantou Teta Lando “é como uma mãe já velha e acabada que deve ser mais amada”. E é mesmo…

Luanda é toda feliz por isso e eu sou feliz por viver aqui, ainda que xingando sempre. Afinal não é sempre nem qualquer cidade que faz anos no dia de uma cidade tão linda como São Paulo do Brasil imortalizada na voz de Caetano Veloso em Sampa (que aconselho a ouvir) nem no dia de alguém compositoramente genial como António Brasileiro de Oliveira Jobim. O Tom que muitos anos foi Jobin desse Brasil que muito brasileiro envia para esta cidade de Luanda e que muitos vêm para cá dar e deixar o seu Tom, felizmente na sua maioria dignos de se entoar.

Escrito por Edson Macedo às 15h33
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23/01/2008


Lição de História

Será que existem coincidências?

 

Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.
John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.
Ambos estiveram muito empenhados em melhorar os direitos civis.
As esposas de ambos perderam filhos enquanto estavam na Casa Branca.
Ambos os Presidentes foram assassinados numa quinta-feira.
Ambos foram alvejados na cabeça.

E, só aqui é que se torna mais misterioso:
A secretária de Lincoln tinha de apelido Kennedy, E a secretária de Kennedy
tinha de apelido Lincoln.
Ambos foram assassinados por homens do sul dos E.U.A.  e ambos
substituídos por homens do sul com o mesmo apelido: Johnson.
Andrew Johnson, que substituiu Lincoln, nasceu em 1808.
Lyndon Johnson, que substituiu Kennedy, nasceu em 1908
 John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939.
Ambos usavam e eram conhecidos pelos seus 3 nomes, algo não muito praticado
na cultura norte-americana.
A soma das letras dos nomes de ambos, dá o mesmo número: 15.

E agora, agarra-te à cadeira!

Lincoln foi assassinado dentro de um teatro de nome "Ford", Kennedy foi assassinado num carro Ford, modelo Lincoln.

Tanto Booth como Oswald foram assassinados antes de serem apresentados a julgamento.

E, para tornar tudo ainda mais misterioso, uma semana antes do seu assassinato, Lincoln esteve em Monroe, Maryland e uma semana antes do seu assassinato, Kennedy esteve com Marilyn Monroe.

Enfim,... um arrepio ! ! !    

Escrito por Edson Macedo às 12h29
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20/01/2008


7 Pecados i + nada...

 

desejos insanos em desassossego. ardo em vontade exaltada de te possuir na avareza da minha pele. perco a razão. compenso no meu corpo a ânsia de ti com a ira de te querer sempre mais. apetite feroz do sabor da tua boca. doce atalho que me seduz ao crime na insaciável gula do beijo. ignoro o que tenho. quero em mim tudo o que te pertence. mordo a inveja ardente da carícia só tua. na perdição dos teus braços. rendição ao prazer dos nossos corpos unidos. exuberante luxúria do meu olhar. ofereço-te o melhor de mim. ostento a opulência de te levar comigo ao limite. a soberba transbordante da nossa entrega… e depois do doce delito de te amar quedo-me na preguiça do teu peito. partilho o remanso na tua companhia em intima e fiel confissão...

pecar contigo é purificação inata que me absolve.
pecadora em ti… em ti me redimo!


Amen…!

Escrito por Edson Macedo às 03h13
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Suspendo o verbo no céu-da-boca da tua ausência…

Escrito por Edson Macedo às 03h09
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Poesia 1

 

Escureceu.


O ténue brilho das estrelas indica-te o caminho até mim.
Não te vejo, mas sinto-te chegar.
Desprendo o toque, olvido o pudor e solto o desejo.
O luar dos meus olhos, omite a razão.
O tempo espera-te na minha noite que já é madrugada,
o meu céu abre-se,
mostra-se,
dá-se ao querer que dita o desejo.
De nós,
chovem beijos molhados,
mimos trocados e meiguices oferecidas.

No ar
espalham-se murmúrios lânguidos
que as tuas mãos procuram na minha pele,
lábios perdidos em delícias húmidas,
olhares esquecidos da beleza da aurora insistente em chegar plena de luz e emoções de saudade.

Momentos intensos, sem limites,
deixados à mercê da rotação livre dos corpos.
Carícias secretas e magias inventadas atrasam o amanhecer quase aceso,
conseguindo prolongar a doçura da nossa noite de paixão, que não queremos que chegue ao fim.

Hoje não quero ser dia...

 

Escrito por Edson Macedo às 03h07
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19/01/2008


 Hoje é dia 19 de Janeiro de 2008. O ano vai já então no seu 19º dia e com algumas notícias tristes. Duas de morte e uma de besteira. A primeira morte que nos abalou foi a de Manuel Dionísio, jornalista de gema, homem íntegro no que fazia, como e quando fazia além de sempre disposto em ensinar e corrigir, como o fez várias vezes a mim. De tão íntegro, MD faleceu no dia em que completaria mais um aniversário: 17 de Janeiro.

Hoje, de manhã, ligo para uma amiga e recebo outra notícia triste: faleceu Valentim Amões. Empresário do centro do País mas com uma visão sublime de progresso e futuro para o País inteiro, este país que se chama Angola e que tem 1.246.700Km2. Pelo menos é o que nos ensinam na escola.

Para terminar a noite, vinha eu de uma sessão de cinema, ao lado das minhas duas filhas e uma amiga fofa, linda, negra de gema de sangue e de raízes trespassa-me o ouvido com uma notícia por demais triste e humilhantemente verdadeira. Por ser(em) negra(s), mais as primas, embora ela não seja tão escura, não foi possível entrar num tal de um bar que de in tem apenas o nome. Bar In. Tudo que era branco entrava. Tudo que era escuro, negro e nacional, ficava na porta, a menos que fosse dama de serviços de utilidade pública e em serviço de atendimento a estrangeiros. Parece brincadeira mas não é.

Angola, o tal País com o tamanho que a pouco referi, parece cada vez mais pequeno porque nós, angolanos, somos cada vez mais humilhados e pisados ainda por cima por uma merda de um porteiro que sendo NEGRO consegue proibir os seus supostos cidadãos de entrar num bar porque, de certeza, recebeu ordens e assim segura e protege um mísero salário que com os descontos ainda lhe deve sobrar algum para juntar a outro e poder comprar, quem sabe, uma botija de gás.

O que se passou ontem a noite com a minha amiga, foi “táctica de defesa” em outro salão de farra, o Palos, também muito criticado e que quem sabe por isso, deixou de fazer essa triagem.

Infelizmente, os angolanos não têm o hábito do boicote. Mais do que reclamar deviam simplesmente de deixar de lá ir e ponto final. O problema maior é que grande parte dos estranjas que para cá vêm são uma cambada de vadios nas suas terrinhas e como cá fazem amizade com fulanos e beltranos chegam a achar-se mais angolanos que todos os que cá nasceram e preservaram tudo incluindo a “sagrada esperança” de dias melhores. Para piorar, vamos ouvindo à boca miúda, ou já nem tanto, que os chinas q estão por cá, mais de 50% são prisioneiros que trabalham em troca de redução das penas e rindo-se nas nossas caras porque para eles… damos pena.

A importância desta estrangeirada incómoda vi estampada hoje numa reacção de um brasileiro que pelos nervos quase batia na moça que estava a vender o pão de forma sem o cortar em fatias porque a máquina não estava a funcionar. O palerma não poderia levar assim o pão. Ainda disse:  “Sou obrigado a levar ele assim?” ao que a menina prontamente e de forma estupenda, com um sorriso fino nos lábios disse: “Se não quiser levar, pode deixar…”. Isso sim é resposta. Ela deve ser de Malange. Ao que eu, que não podia deixar passar e alto e em bom tom, neste meu lido tom de voz e ao lado do brasuca disse: “não liga menina, o contrato que ele assinou para vir para cá não inclui uma faca de pão nem salpicos de migalhas de pão no colo”.

Felizmente e para dar mais raiva a esses estrangeiros, há muitos muitos e muitos mais que quando vêm para cá se sentem em casa porque são recebidos de braços abertos porque trabalham, ganham dinheiro e dividem connosco tristezas, alegrias, carinho, amizade, compreensão e muito RESPEITO.

A esses sejam Bem-vindos e aos outros BOA VIAGEM.

Escrito por Edson Macedo às 22h33
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18/01/2008


MAIS UMA VITÓRIA

 Terminou ontem o 18 campeonato de andebol, Masculino e Feminino de África e adivinhem quem foi Angola masculino q ficou em 4º lugar e quem foi Angola feminino q ficou em primeiro? Ou melhor, primeiríssimo. É o nono título das nossas pérolas como são chamas. Pérolas para uns e bronze para os q mandam, podem e desfazem neste país.

A elas, nem um palmo dos lucros deles. A cidadela esteve ao rubro. O primeiro casal esteve lá e vibrou com a vitória. Testemunhou todas as jogadas e ainda presenciou o governador de Luanda Job Capapinha ser literalmente apupado por uma população q está farta de andar na água e a jantar a luz de velas.

Ganhamos sim e vamos ver como fica. Com relação a organização, da qual fiz parte na área da publicidade e do marketing, fomos felizes em mais de 70%. Os estrangeiros gostaram e segundo muitos deles sentiram-se em casa, e em alguns momentos, como disse o representante dos Camarões, melhores q em casa, tanto q 3 do Congo Brazaville deram no pé num gesto por muitos "cubanamente" conhecido.

Depois do Afrobasket e do andebol vem aí o CAN de futebol e 2010 e que espermos todos venha a ser bom em termos oranizativos, competitivos e de pódium. Embora não acredite porque a nossa seleclºao está de tal forma que até no CAN q começa domingo, eles vão jogar numa cidade que se chama... Tamale. Havia outra localidade melhor para que nos sentissemos em casa?

Duvido...

Mas lá estamos nós, embrenhados nesta sagrada esperança de que o Oliveira venha a fazer melhor figura do que a habitual de agenda no sovaco.

Que compitam e se sintam pelo menos orgulhosos pelas cores q vão vestir, já que cada vez mais mostramos que o nosso vermelho amarelo e preto é mais vermelho amarelo e preto doq ue de muita boa(?) gente.

Escrito por Edson Macedo às 16h24
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