Não levar crianças...

Esta sempre escrito nos convites das festas de adultos. As crianças são sempre os maus da fita. Correm, gritam, passam pelas pessoas, incomodam e deixam comida os pratos, embora apesar de tudo isso serem os adultos que depois se metem em lutas numa altura em que as roupas nem têm mais as cores que traziam à entrada. Claro que na festa se vêm algumas crianças. Um pouco como aquela placa que diz: proibido pisar na relva. Essa placa normalmente está a meio do jardim e fico sem saber como foi lá parar sem que se pisasse na dita cuja relva. As crianças que são então os abandonados das festas dos adultos são noutras alturas as que mais penduras levam. Nas festas em que são elas as convidadas, os pais, os tais bem comportados que deixam as crianças em casa ou na avó, a pretexto de acompanharem os filhos não se coíbem de se aproveitar da festa da criança para se enfardarem de comida e pior ainda, de bebida que com certeza não é refrigerante. As festas das crianças, por imposição dos pais patos e oportunistas, e com a desculpa de lá estarem porque o filho não consegue ficar longe deles, obrigam a que a meio da festa, tudo muda e passa a uma farra rija. Mudam-se as comidas, acelera-se a música e lá vão as crianças para um canto, ou para os colos das mães porque os progenitores tomam conta do salão até de madrugada. O oportunismo é tal que os pais não se sentem de nada preocupados em chegar com as crianças a andar e sair com elas ao colo sendo que nesse momento só a criança está no mais perfeito juízo enquanto o pai, entre passos trocados consegue depois sentir-se acomodado no banco do carro e pior ainda… ao volante. Hoje não é mais necessário nem desavergonhadamente ser-se pato nessas festas porque já existem pessoas capazes de cuidar das crianças, brincar com elas e divertirem-se com elas coisas que os pais, mesmo estando na festa, não o fazem porque estão às voltas com as conversas entre pais e o filho quando vem chamar está a incomodar. Nessas condições, e ao custo que está a vida, dar festa de crianças fica bastante caro porque tem que se dar duas festas em uma. Melhor mesmo é fazer a festa do, convidar os filhos os outros e escrever nos convites: NÃO LEVAR OS PAIS.
Escrito por Edson Macedo às 07h37
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Calça baixa

Não sou a favor . Não vejo necessidade de as ter vestidas dessa forma e não vejo razão nenhuma, pelo menos credível, e necessária, de as ter a cair ou então travadas na coxa a mostrar a cueca. As vezes parece que a calça está lá para prender o cinto e não ao contrário. Porque ter a calça a cair e ainda meter cinto é como deixar o carro descapotável de noite num dos bairros desta Luanda e ainda ligar o alarme. Ao pesquisar sobre o surgimento dessa moda, cheguei a duas histórias. A primeira dá conta de essa tendência ter nascido nas prisões dos Estados Unidos onde os presos que estavam receptíveis a relações sexuais com outros homens usavam a calça baixa como sinal e assim evitavam os guardas prisionais para não sofrerem consequências. A outra refere-se a moda sagger ou sagging (do inglês, "arqueado") que é uma moda masculina surgida nos Estados Unidos durante a década de 90 e que consiste em deixar à mostra uma parte da cueca, deixando a calça pendurada ao glúteo. Sendo uma ou outra, acho que, por uma questão de estética, e também ética, usar calça abaixo da cintura, aparecendo a cueca (quando não outras coisas) é estranho, achata a pessoa e a faz parecer ter pernas curtas, além da desagradável cuecas à mostra. Mais popular entre jovens, e hoje de ambos os sexos, passa a imagem de desleixo, o que quase nunca é bom. Também é verdade que, hoje por hoje não tem mais o significado da ideia de usar dessa forma a calça aquele que se predispõe a homosexualidade. Afinal conheço homossexuais, bissexuais e heterossexuais que as usam desta forma, e respeito! É uma escolha de cada um e não é por terem as calças abaixo das nádegas que deixam de ser quem são verdadeiramente porque se assim fosse, não se chamariam bandidos aos de colarinho branco. Ainda assim devemos sempre prestar a atenção ao copiar por copiar. Portanto, seja cintura alta ou baixa, com ou sem fato, procure ficar na linha da cintura mesmo. Nem muito abaixo, nem muito acima. Espero que entendam que a divulgação desta mensagem é um serviço público contra aqueles que seguindo essa moda o fazem de maneira visualmente suja com elevado mau gosto e degeneração com o agravante de, estando em público, tudo fazerem para chamarem a atenção o que aí sim se torna só ridículo.
Escrito por Edson Macedo às 07h33
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os pais o lixo e as crianças
 Nove meses as mães levam para suportar dores, enjoos e ainda a presença do pai que nessa altura se torna, em alguns casos, insuportável. Depois disso, os filhos chegam sempre sorridentes e felizes apesar de terem logo de início soltado a sua voz num grito estridente. Pelo aconchego e mimos que a seguir recebem, os pais passam a ser os heróis e aqueles de quem se esperam os exemplos pelo melhor. Observando o possível, espantam-nos exemplos grandiosos de pais firmes, presentes e claros na forma de ser e de estar para de seguida, logo ao virar da esquina ficarmos tristes com pais que se dão ao luxo de ser menos presentes, menos firmes e sempre ausentes. Nessa altura custa a acreditar que há pais que se deixam estar sentados em casa, virados para a tv sabendo que é o filho, muitas vezes o menor, que está na rua, com as mãos ocupadas porque carrega consigo um saco, maior que ele, e malcheirosamente pesado a caminho do contentor ou porque não dizer, do lixo. Essa criança segue de casa para a lixeira arrastando o saco, do balde ou bacia, deixando rastos de lixo, objectos e dejectos e posto no local ou próximo dele, em vez de depositar, acaba por estacionar o lixo. Pela idade e curiosidade que lhe é caraterística, muitas vezes a criança acaba por mexer ou vasculhar o que encontra porque vê sempre alguma coisa que lhe chama mais a atenção do que a voz do pai ou da mãe. Do lixo para casa o regresso é feito, mais devagar ainda porque essa viagem sempre faz cruzar curiosidades, amigos e umas das vezes desvios. Os pais, sempre ainda distantes, acham-se espantados quando os filhos adoecem e preferem pensar que nem sabem o motivo da doença. Essa doença muitas vezes poderia ser entendida como castigo pela insolência de se terem furtado do papel de pai. Aos pais desejo felicidades e aos filhos peço que no dia 1 de junho dividam as prendas com esses pais que por essas atitudes se transformam em menos crianças que os filhos.
Escrito por Edson Macedo às 16h16
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Copos & Casais

Conhecer, namorar e casar é parte de um ciclo dividido entre duas pessoas outrora de sexos opostos mas hoje até do mesmo sexo. Casar é, ou deve ser, o consolidar de uma parceria séria, verdadeira e única onde os dois se transformam em um e vivem um pelo outro e também um para o outro. Vai daí que no acto do casamento, existe a escolha pela comunhão de bens. Bens materiais, que adquirem juntos para a qualidade de vida do casal que naturalmente converge para os que dessa relação aparecem, falo de filhos e não de tios, sobrinhos, irmãs e as vezes amigos e amigas. Essa parceria tem sido posta em causa em algumas situações quando o casal defende um certo despique etílico. Ele bebe 8 ela bebe 8. Ele manda vir (ou melhor seria dizer ele manda o filho comprar) e lá fica o casal numa excelente e vergonhosa bebedeira marital. Claro que, em alguns casos esse despique alcoólico é feito em casa e na presença dos filhos e outras vezes em sentadas onde o casal participa ou ainda em situações onde estão cada um por si, ou seja, cada um em um ambiente. Triste mesmo é ver como casais com esse hábito se sentem os maiores, no dia seguinte, a relatarem a bebedeira consumada ao ponto de um chamar o outro de fraco. Isso já vi, com estes olhos que espero que a terra se esqueça de engolir. Essa luta pelo prémio etílico torna o casal menos gente e com certeza mais propenso as lutas em casa e com certeza ao abrigo de doenças em casa pois pelo que ouvi, num dos casos, a senhora alegremente dizia que “a torra foi tanta que nem sei como é que cheguei em casa”. Acreditem que mais chato do que levar com o bafo de álcool tresandando do dia anterior é ver a alegria como cada um fala do copo apanhado na véspera. Esse mesmo casal que vi, mais tarde durante o almoço gritava para uma filha que estava a servir-se do laço vermelho. Nem sei que nome se deve dar a uma atitude dessas. As queixas de abusos sexuais, de roubos, de abandonos e outras enfermidades sociais, neste momento, também se dão pela ingerência externa aos lares. E essa ingerência não é política nem militar, embora as vezes seja de amigos ou de amigas, mas vem sempre fechada numa garrafa ou numa lata que só vai fazer mal se for aberta. Acreditem que a bebida faz sempre problemas ao corpo. A umas faz doer a cabeça, a outras faz afastar as pernas o que, para o tal casal que jurou fidelidade é motivo de acabar algo que no início seria até que a morte nos separe e que muitas vezes passa a ser até que um adiante que a morte os separe. Bebam entre família mas sempre com moderação.
Escrito por Edson Macedo às 07h19
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Urinar: Expelir ou verter urina; mijar, fazer xixi, fazer pipi. Rua: Via pública urbana, ladeada de casas, prédios, muros ou jardins.
Como se pode avaliar, sem ser preciso estudar em Coimbra, a junção dessa acção, Urinar, com essa localização, Rua, não combinam nem foram feitas para estarem juntas numa mesma frase muito menos numa mesma acção ou até se preferirmos atitude. Fazer na rua, requer muito de quem o faz. Primeiro precisa de estar bastante apertado ou necessitado de se esvair em líquido desafogando o seu mau estar ou porque não dizer enchimento. Depois precisa de localizar um local, por norma próprio, para ser efectuada essa acção ou necessidade. Aliado a isso, deve a pessoa ser desprovida também de algumas coisas básicas. Despudor, vergonha na cara, falta de educação ou excesso de confiança de se achar ser o maior ou maior do que se deve achar. Urinar na Rua é basicamente e numa só palavra Mau. É um acto de total desrespeito à sociedade e um elevado grau de participação à sujidade, ao mau cheiro e ao agravamento de doenças. Quer para o local onde é despejado esse líquido quer também para o orifício ou canal por de onde esse líquido é despejado. Mesmo com todos esses conhecimentos e mais alguns, é normal haver gente que tão calmamente se recolhe num canto ou junto da porta do carro e realiza esse urinamento público. Seja homem ou mulher, que vejo com insatisfação, fico satisfeito em ver menos crianças nessa atitude porca e feita em sã consciência. Urinar é uma necessidade que não escolhe classes sociais, credos ou tons de pele por isso já vi urinas saírem desde starlets a Volvos, desde Rav4s a Prados, de taxistas a directores nacionais, ou desde um simples cidadão a presidente de federação. Claro que não existem nas ruas os necessitados locais próprios. Mas daí a voluntariamente descer do carro, parar e recolher-se a essa minúscula maneira de ser e de estar na sociedade é muito triste. Parece-me que para esse tipo de gente, é normal chegar à casa e inundar com esse líquido incómodo a sala ou mesmo o quintal e ainda ter a noção que isso é errado e então melhor mesmo é fazer na rua. Faz lembrar uns que durante o acto, liam uma placa que dizia PROIBIDO URINAR NESTE LOCAL e discutiam azedamente porque estava escrita com U porque correctamente deveria ser com O sem no entanto se preocuparem em parar de fazer o que se proibia naquele local. Posto isto, só tenho pena que a polícia não prenda ninguém, com direito até a alguns açoites porque afinal, de fardas azuis paradas a verter estão também algumas ruas fartas de esse líquido receber.
Escrito por Edson Macedo às 09h00
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Pelo meu PAI

Começa a semana com o dia o Pai. Pai de quem ninguém sabe até porque uns que sabem que são pais não recebem dos filhos nenhuma mensagem a não ser para pedir algo para eles. Outros nem sabem que são pais ou nem fazem ideia de serem os pais de algumas crianças que não sabem de quem são filhos. Caro que, em toda esta volta paterna, há ainda os que são pais por “doação” sem saberem onde estão os filhos que “ofereceram” a quem não os pode fazer embora os queira e possa ter. Falar de pai lembra-me um em especial: Arnaldo Fernando Pereira Manso de Macedo. Meu pai. Nascido aos 12 de Novembro de 1949 e falecido 5 meses antes de completar 50 anos de idade. Felicidades minhas ao meu pai que continua presente do meu lado todos os dias e em cada momento. Onde quer que ele esteja só lhe posso dizer obrigado por tudo o que me disse, nos bons e nos maus momentos. Meu pai é por isso o melhor pai do mundo porque hoje, pensando nele me faz ver que afinal, sempre teve razão. Ainda bem que lhe pude dizer muitas coisas antes de partir, porque durante mais de 5 anos estávamos juntos na Pastelaria Primor a tomar café das 7h00 as 7h15 e depois cada um seguia para o seu trabalho. Aos domingos, tomávamos mais do que café e seguíamos no carro dele, numa viagem calma até a ilha de Luanda ou para Viana, num ir e vir, onde falávamos de política, de livros, de filmes e claro de música. Ele, músico que foi, ensinava-me a ouvir a música por dentro. Cada acorde, cada mudança de tom, cada timbre, enfim, porque dizia que senão apreciasse a música não a iria conseguir ouvir. Com relação aos livros dizia que tínhamos que saber até virar a página. Ir ara a página seguinte sem estragar ou empenar a folha. Ele dizia que uma das coisas interessantes era ir para a estante dos livros (e fomos variadíssimas vezes) e segurar num livro já lido e parecer sempre que seria a primeira vez a tocar nele. Entre outras coisas, meu pai adorava cozinhar e claro era bom garfo. Tratava a comida por tu e como cozinhava com gosto, odiava quando em poucos minutos a comida era devorada. Ele dizia que a comida é para ser apreciada. Deve-se mastigar e ir descobrindo os sabores da comida e assim ter prazer em comer. Isso ele fazia com relação a música. Ouvi-la e saber distinguir e encontrar toques, efeitos, nuances, etc, e juntar tudo e então… ouvir a música. Meu pai, que muita gente quando nos visse juntos achava que éramos irmãos, era um homem de muita sabedoria. Essa sabedoria era visível até quando nos batia. E batia mesmo. Sabia quando bastava um “ralhete” mas também sabia quando devíamos de apanhar. E na hora de apanhar era mesmo para apanhar. Hoje estou feito homem porque recebi um abraço quando me portei bem e recebi umas palmadas quando me portei mal. O meu pai, gostava da sua cerveja que tomava em casa na sexta e no sábado. Domingo como ele dizia era para estar calmo e descansado para poder olhar nos olhos dos seus funcionários as 8horas da manhã. Ainda assim e de tudo que me lembro do meu pai, não me lembro de ter ido comprar cerveja para ele. Meu não foi o meu herói. Ele é. E depois, quando numa fase da vida estivemos por dois anos a viver só os dois, um com o outro, vi que afinal as palmadas que ele me deu em criança eram também elas para me proteger e me ajudar a reconhecer o bem do mal, o certo do errado. Nesses dois anos, foi agradavelmente bonito ver que afinal além de ser o meu pai era sem dúvida o meu melhor amigo. Apesar de muito existir para escrever sobre o meu pai, nada mais pode ser tão importante como escrever apenas uma palavra: OBRIGADO. PS: Já agora vale lembrar que apesar de pai de 3 não recebi de nenhum e de ninguém mais... serei recordado para o dia do pagamento da propina.
Escrito por Edson Macedo às 10h02
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Chivukuvuku

Abel Epalanga Chivukuvuku, antigo homem da UNITA, saltou do barco e segue a frente de uma nova formação política com o pensamento virado já para as próximas eleições gerais. A conferência foi concorrida e de lá se viu o homem que é e que nunca deixou de sonhar com a cadeira nº 1 do país tanto que, segundo ele, vem como uma “terceira via ou opção”. Essa terceira opção, que aparece saltando tudo e todos, ou quase todos porque dois não conseguiu saltar, chama-se Convergência Ampla de Salvação Nacional e como ele mesmo afirmou, é “um amplo movimento de cidadania, constituído e aberto à participação de distintas forças políticas independentes de renome nacional e internacional e movimentos cívicos”. Sinceramente acho de pouca sustentação esta atitude de Chivukuvuku além de pobre nos argumentos e na forma de estar. O nome do partido é feio, não tem carisma e nem presença. Convergência Ampla de Salvação Nacional não soa bem, não é de fácil memorização e por isso não chega ao cérebro dos votantes. Depois com “forças políticas independentes de renome nacional e internacional” parece mais uma joint venture. Além disso, foi muito feio ver um Abel Chivukuvuku falar numa conferência de imprensa sem dizer nada de novo, sem mostrar o que realmente quer e muito menos sem se referir a fundo sobre a sua saída do partido que tanto defendeu e que em alguns casos se bateu ao ponto de por ele (o partido) ameaçar “somalizar” o país. A saída terá sido a melhor solução talvez por não ter conseguido reconhecimento dentro do seu partido (afinal continuará a ser referenciado como ex-UNITA). Esse não reconhecimento travou a pretensão de chegar a presidente pela a UNITA e então forma outro partido. Onde é que já vimos isso acontecer? Outro lado mau desta conferência de imprensaChivukuvuku disse ter sido “com mágoa, mas sobretudo com determinação”, que foi forçado a abandonar a UNITA para “trilhar um novo caminho”. E acrescentou: “cesso a partir de hoje a minha militância na UNITA. Para quantos acompanharam os últimos desenvolvimentos à volta da minha pessoa, sabem que não me restava alternativa”, justificou o político. Chivukuvuku disse ter sido “com mágoa, mas sobretudo com determinação”, que foi forçado a abandonar a UNITA para “trilhar um novo caminho”. E acrescentou: “cesso a partir de hoje a minha militância na UNITA. Para quantos acompanharam os últimos desenvolvimentos à volta da minha pessoa, sabem que não me restava alternativa”, justificou o político. foi ter-se dado esse nome quando não foram autorizadas perguntas dos jornalistas que para lá se deslocaram. Claro que, quem quer ser, ou já se diz ser, a terceira força, não pode começar logo com a ausência do despique e debate com a imprensa que precisava nesse momento saber dele e não por portas e travessas do que se estava a passar e mais ainda do que se vai passar. O que é certo é que sem o mano Chivukuvuku a UNITA vai continuar por cá, ainda que só e apenas com o seu método de fazer política muito particular e característico. Estar ausente da sala para as decisões desde que não sejam para a entrega e levantamento de viaturas ainda por cima BMW´s topo de gama. Outra coisa que reparei com tristeza foi ver Abel Chivukuvuku discursar completamente ensopado de suor. É triste um homem que se apresenta como terceira opção não ter nem um lenço para limpar o rosto e muito menos ninguém próximo para o ajudar e entregar um lenço. Ou seja, mostra que à partida Abel Chivukuvuku não tem apoio e faz-me imaginar que, Chivukuvuku disse ter sido “com mágoa, mas sobretudo com determinação”, que foi forçado a abandonar a UNITA para “trilhar um novo caminho”. E acrescentou: “cesso a partir de hoje a minha militância na UNITA. Para quantos acompanharam os últimos desenvolvimentos à volta da minha pessoa, sabem que não me restava alternativa”, justificou o político.pela quantidade de suor que escorria, esta intenção de aparecer vai correr por água a baixo.
Escrito por Edson Macedo às 07h50
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Miss Luanda ou Lixo Luanda?

Foi-se o final de semana e de volta a segunda para vergar a espinha e seguir em frente no dia-à-dia de sobrevivència nesta coisa que alguém resolveu chamar de cidade. Uma lida pelos jornais de final de semana, como é da praxe, e por lá, nada de novo. As mesma notícias de sempre, à volta das mesmas promessas de sempre feitas por quem ainda não teve nada que lhe atormentasse o sono devido aos (des)empenho que vai tendo na área em que manda sem mesmo trabalhar, além de novacarga ao aviso do Quim Ribeiro que, acusado e julgado eu está a ser, conseguiu dizer que não falava nada em tribunal porque não saberia como o país iria acordar depois de ele falar. Ou seja. É acusado de homicídio e de desvio de 3 milhões de Usd e já se sente que naquele lugar deviam de estar mais pessoas só que… enfim… Notícia mesmo foi-me dada pelo boca-à-boca. O Miss Luanda foi muito mau em termos de apresentação, de show, de evento e até de entretenimento.Depois de ouvir de quem me estava a passar a informação, senti orgulho dos 14 eventos do Miss Luanda em que dei o meu apoio diário para a realização dessa actividade que, como outras, requer muito sacrifício, querer, vontade e acima de tudo respeito por aqueles que à nossa volta se predispõem a ajudar a trabalhar e a contribuir. Foram 14 anos e apenas isso mesmo. Foram. Ainda há quem se empenhe nessas organizações a pensar que pode ganhar dinheiro. Neste país é mais fácil ganhar uma úlcera. Do muito que ouvi, e como se não bastasse, foi acrescentado que “a nova presidência do Miss Luanda é mais estrela que as Misses e por isso não respeita ninguém e se acha com o Rei na barriga”. Não duvido. Ainda ouvi que a Presidente do Comité não gostou da vencedora porque tem o umbigo saído. Duvido. Duvido? Nem sei mais se duvido! O sucesso de uma actividade dessas é tão simplesmente graças a organização. Quando será o evento e detalhar métodos de acção para chegar a essa data. Ou seja, dar valor e saber utilizar uma agenda. Apontar e seguir. Dessa maneira consegue-se ter uma agenda em vez de estar a dormir cansado e acordar com ideias de mudar o rumo das coisas, as vezes até com ideias idiotas, burras, sem nexo e com requintes de estupidez. Ah! esta mania de imaginar e de inventar mundos homens, sistemas, luz! viver nas coisas, nos rumos fechados na escuridão das noites a palpitante existência dos dias de sol. Do poema “Desfile de Sombras” de Agostinho Neto Ainda assim quem faz mal neste país consegue SER ou mesmo SE SENTIR. Por isso rendo aqui a minha homenagem ao JORGE FURTADO pelos anos em que como Presidente do Comité Miss Luanda e com todos os tantos e entretantos, soube brindar sempre a capital com espectáculos de qualidade (desculpem-me escrevi mal… devia ter escrito QUALIDADE) e com a presença do Governador ao longo de todo o evento. Entendam de uma vez por todas… Somos sempre muitos. E só somos muitos porque é preciso estar cada um no seu lugar. Como dizem os mais velhos “um cão nunca pode levar mais de um osso”.
Escrito por Edson Macedo às 08h17
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SMS De novo

Nesta agora da "essemecialização" estou a receber mais algumas e claro vou postar por aqui. Pena mesmo não poder colocar os nomes dos remetentes, a pedido de várias famílias, mas pronto, dá para ver às quantas andamos. A última que recebi, está tão má que tive q falar com quem me mandou para me traduzir o q está erscrito nela. Diz o seguinte: "Cota omebo lixo jakerei jacabaro" Depois de conversar com quem recebeu a mensagem entendi que ficaram uns homens em sua casa a recolher lixo e que depois de terminarem já queriam ir embora e precisavam da presença do cota (chefe, dono da casa) então eis que o guarda manda essa mensagem que quer dizer "Cota, os homens do lixo já querem ir já acabaram" Viva a escrita e será que vale um via ao Acordo Ortográfico? Melhor q isso só a velha, aprazível e interessante criatividade africana como esta que se segue... 
Escrito por Edson Macedo às 12h54
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Até quando...?

"Pra ser feliz basta estar em Angola" Paulo Flores Já estamos a caminhar para o final do segundo mês do ano que “afinal” começou a pouco tempo. O ano é novo e francamente os problemas são os mesmos. Mudaram-se pessoas dos cargos e todas essas novas pessoas se manifestaram dispostas a resolver os problemas. Parece que ninguém ainda se deu conta, mas não interessa olhar para o problema. Temos mesmo é que encontrar a solução. O novo Governador esteve a caminhar, em visita de campo como se diz por cá, pela Avenida dos Combatentes. Antes de ele passar a coisa estava feia, depois dele passar a coisa está horrível. O que foi lá fazer não se sabe porque as coisas estão exactamente como estavam antes. Aliás, no dia dessa visita, vi com os meus olhos elementos da fiscalização mandar as senhoras colocar os produtos delas nos prédio e retirarem para a calçada depois de ele passar. A coisa é tão grave que hoje por hoje há uma senhora que amarra uma corda de um pilar ao outro e nela pendura as roupas que vende ali mesmo onde até existe uma direcção da Polícia Nacional. As lojas têm concorrentes mesmo à porta. Se vende televisores estão lá fora 5 rapazes que também o vendem, mais barato e as vezes à prestações. Quem fala de tv´s fala de mobílias, produtos para decoração, móveis, etc… Esta concorrência faz-me lembrar a actual piada (desculpem-me campanha) do governo sobre o pagamento dos impostos e a necessidade do estado receber esses valores e quem não o fizer fica literalmente com as pernas cortadas. Sem conta bancária, sem alvará, sem autorização para importar, sem isto, sem aquilo. Francamente, os lojistas são muito BURROS. Pagar e ter essa concorrência à porta? Se fossem comerciantes sérios e sem rabos-de-palha já se tinham juntado e confrontado a polícia ou Ministério das Finanças e predispondo-se a pagar desde que o Estado retira-se das ruas ou mais precisamente das suas portas esse tipo de concorrentes. Mas claro que ninguém faz isso. Ninguém assume as coisas com tomates, ninguém chega a ter vergonha na cara porque quando entra em casa está bem, tem luz, tem água, tem tudo o que os reles mortais não têm. Porque se chatear se até pode perder o lugar? Parabéns aos que estão no posto, comendo do imposto e sendo sempre e cada vez mais impostor. Ainda dizem que há justiça. A única coisa que acredito da justiça é que ela TARDA EM CHEGAR. PS: Essa frase "pra ser feliz basta estar em Angola" só é boa para esses gatunos e cambada toda q vive e se enriquece graças a todos esses problemas.
Escrito por Edson Macedo às 11h26
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