Meu Claro Pensamento


05/05/2008


50Cent

 

Meus confrades. Fiquei estarrecido pelo q ouvi e depois visualmente confirmei num email q recebi dando conta da notícia estampada no AngoNotícias.

A ladroagem, de mão contra outrem vai crescendo, embora a de... já tenha chegado a outros limites... refiro-me à EDEL, à EPAL (que até ganhou prémio internacional de qualidade e tudo) e etecéteras... dizia q a ladroagem cresceu e cada vez mais todos nós podemos ser vítimas sem nunca JAMAIS contar com o apoio da Polícia. Abro aqui um parêntesis porque me lembrei do caso de uma senhora q é agredida por outra que depois se veio a saber qe era polícia e estava à civil. Postos no local os colegas da agressora, saite a surrar a agredida sem apelo nem agravo. Em pleno dia, na baixa da "cidade" bem próximo do MinRex. Enfim...

Todos estamos à mercê desta corja despodurada e que não mede a quem. Quanto falo em todos são todos mesmo.

Até o Fiveti Centiu isso na pele... Ou no pescoço??? Não sei... sentiu viu tentou mas não deu... foi roubado. Enquanto actuava ele viu o público a aplaudir mas "Com o barulho das luzes" como diz alguém bem identificado, não viu alguém do público q se aproximou e zás... O fio do pescoço do 50 era alguns centávos mais divididos por dois. Incrível??? NÃO! Apenas a segunda vez q acontece depois de já ter sido feito ao TheGame, um barulhento, estúpido e malcriado que se diz cantor e milhão de gente acredita e pior: Pagou para o ver.

Mas ainda assim foi-se o fio mas ficou o pescoço. Muitos ficam sem telefones móveis e ainda lhes vai até a vida.

Este 50 receberá muitos Cents e de certeza há-de comprar vários outros fios enquanto que os muitos de cá, na pior das hipóteses nem dinheiro têm para o caixão.

O que dizer mais ???? Só me resta baixinho cantar com os meus botões:

"Angola avante revolução, pelo poder popular / pátria unida,liberdade, um só Povo uma só Nãção"

Escrito por Edson Macedo às 21h50
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14/04/2008


Erro

Quem nunca os cometeu? Atirar a primeira pedra? Não as haverá suficientes pelo número de erros e de errantes que existem.

Mas errar não é nada por aí além. Errar é natural, pelo menos o primeiro erro. Afinal, “erraren humanun est”.

Mas se é tão natural e ao mesmo tempo tão maquiavélico errar, o que faz com que pessoas dotadas de racionalidade errem e errem tanto e feio por tanto e até… por tão pouco?

Talvez haja uma gritante descoordenação pelo que somos e queremos pelo que devemos ser e querer. No momento do “quero” o “devias querer” envia um sinal ao poder decisório que o ignora daí que o “devias querer” nos abandona à nossa sorte e como que à deriva nos espalhamos e só depois nos damos conta que erramos connosco, erramos para com os outros e muitas vezes erraram para connosco.

A grande virtude porém não deixa de ser no facto de errar mas sim em estarmos por dentro da nossa racionalidade de humanos, embora cada vez mais animalesca, e vermos que afinal somos humanos, pensantes e racionais. Se descobrimos o errado então é porque ainda temos a capacidade de distinguir o certo que existe, sempre, todos os dias e que anda de mão dada com o errado porque afinal é o outro lado da moeda. Por isso, errar é humano, mas persistir no erro…

 

Escrito por Edson Macedo às 21h08
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10/03/2008


Trrrriiiimmmmmmm..... Alô?

 

Estamos todos os dias colados a ele. Muitos de nós "desconsegue" sair de casa sem a sua companhia e outros não dormem sem o colocar por cima da banca, ou em alguns casos que conheço bem, por debaixo da almofada. Para não falar de uma que vi, que colocou por dentro… Xxxiiiiiiiiii…

 

Ele faz parte, há uns bons anos para cá, da vida de todos nós, de cada um, de tal forma que nos fez em pouco tempo sermos totalmente dependentes da sua estrutura, beleza, qualidade, funções e até algumas disfunções.

 

Hoje 10 de Março é o dia dele... Sim... Alô? Está lá? Sim... Esse mesmo... O telefone. O nosso amigo, na era da globalização, mais fiel que o cão, porque esse, já não ladra quando queremos e hoje por hoje é bem capaz de abraçar o ladrão e morder o dono da casa. é só ver a quantidade de cães e outros já, ou ainda cachorros que proliferam a esfera política da mesma forma como correrem para um osso cada vez mais ruído. O telefone esse nosso amigo, mantém-nos de pé a espera, obriga-nos a deitar e rebolar quando nos trás uma boa notícia e suporta o encontro com uma parede quando é portador de maus recados e afins. Ainda assim ele mesmo sabe desligar-se quando não está alimentado mas sabe também fazer com que nos levantemos da cama para lutar por mais um dia de trabalho que no fundo, também ele sairá vencedor.

Desde 1667 quando físico inglês Robert Hooke falou do emprego do "fio esticado" para transmitir o som até ao tal aparelho como foi concebido por Graham Bell muitos passaram e outros ainda virão.

Afinal, dar um alô chega a ser tudo. O que não muda por causa de um telefonema? Aquele recado que não recebemos e causou um desencontro. Ouvir a voz da paixão, lá longe, dando um alívio para a saudade... Aquela chamada que marcou a entrevista para o primeiro emprego. A fofoca que veio antes de mais ninguém saber! E a desculpa esfarrapada, como umas a dizer para a mãe que vai dormir na casa da melhor amiga... o que não muda por causa de um telefonema! Tudo muda... Mas a intenção dele se mantém sempre para o todo sempre.

 

Agora boa tarde, que vou desligar, afinal o crédito do telefone também passa e bem rápido.

 

PS: Ainda me provoco e escrevo sobre um telefoneminha que recebi a uns dias e quase explodia o coitado do aparelho de tanto que era o cruzar e descruzar de… linhas.

Escrito por Edson Macedo às 17h56
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07/03/2008


Chocante

Quero retirar em parte o que postei no texto anterior.

Estou chocado. Acabo de ouvir na Rádio Luanda um caso sobre um menino que foi corrido de casa pelo pai porque a madrasta sonhou com ele e pelo que o miúdo fazia no sonho é porque é bruxo. Como está agora na moda aqui em Luanda, principalmente, crianças são espancadas umas até à morte por acusação de feitiçaria.

A dormir na casa de uma funcionária daquela casa de rádio, o menino estava ao lado do jornalista Mateus Cristóvão que em directo falou com a mão do menino, que vive em Malange, que categoricamente disse que não quer saber do filho, porque já vive com outro homem com quem tem 3 filhos e não tem espaço para receber mais este. Quem disse isso é a mãe. MÃE. Será? O que  se estará a passar???? Fome? Inveja? Ninguém sabe. O que eu sei é que de certeza que essa senhora deve estar todos os domingos na igreja mas sem aprender p... nenhuma.

Não precisa de ser esbelta, nem feia. Não precisa ser letrada ou iletrada. Mãe é simplesmente MÃE.

A Mãe agora, pelos vistos, em alguns casos, é igual à Madrasta…

O que vai esse filho fazer quando ouve da mãe que quem tem que se preocupar com ele é o pai que lhe foi buscar na casa da tia. O pai, não atende o telefone.

Está assim criada a necessidade que vai com certeza criar o ladrão e que possivelmente será mais um atirado para a rua, com família (se é que se pode chamar isso de família), e que há-de como outros, aparecer a lavar carros, a vender qualquer coisa, a roubar fios de ouro a brilhar no pescoço dos motoristas e a ser morto a tiro por alguém, também ele, frustrado com esta vida de sobrevivência que vamos tendo todos os dias e nos dias todos.

Alguém consegue me dizer o que se está a passar?

A novidade é que, acabo agora mesmo de ouvir que só em Viana ao longo da semana nasceram 109 crianças… Será que estás saíram de dentro das mães? Será que foram mães que as deram à luz? Enfim…

Escrito por Edson Macedo às 09h11
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Estamos em Março. Já. Este mês pertence a quem nos controla e de quem tudo dependemos. Elas. Elas não… ELAS. As mulheres donas de todas as situações, responsáveis por serem o sexo fraco mais forte, sempre cheio de força, perseverança, garra, luta e ao mesmo tempo, amor, carinho e família.

As mulheres que com Eva aprenderam a ser solidárias, companheiras, ouvintes, esposa  e que sentiram na necessidade da vida, a urgência de se estabelecer e de se igualaram a todos, sem ver o género e muito menos à capacidade física ou intelectual.

Para elas, todas, as que conheço, as que amo, as que sei que existem e as que existem mas não as conheço, parabéns e muito obrigado por existirem.

Somos homens sim, mas crianças sem vocês. Principalmente quando delas nos privamos, por incompatibilidade de vária espécie e que por esse motivo são capazes de nos mostrar o seu valor seja de que forma for.

As mulheres dão-me cada vez mais a certeza de que uma mulher culta, ou não, representa gerações de sabedoria, ensinamento e presença.

Mas as mulheres não são só nem apenas isso… São todas elas…

MUITO MAIS.

 

Escrito por Edson Macedo às 08h05
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19/02/2008


É o início do fim do mundo?

Está tudo de patas pro ar. Mas se nos lembrarmos de uma canção na nossa primária, "a caneta é a arma do pioneiro" vamos poder compreender a actitude de Fidel Castro. Tomou o poder em Cuba com arma na mão e abandonou via carta. Em que mundo estamos? Os homens já não têm coragem de dar a cara pelos seus ideias e pelas suas falcatruas. Quando dá certo somo s nós quando dá errado foram eles. Homens uns, em alguns casos, e Nação inteira em outro caso (específico). Mobiliza-se um país inteiro contra os mussulmanos e em especial contra OSAMA Bin Laden e daqui a dias está-se a eleger um Barack HUSSEIN OBAMA. como dizemos por cá, "para dar mais raiva" NEGRO. Será esta a mudança de pensamento, de actitude e de ideologia que Luther King defendia? O que é certo é que a renúncia do Fidel, está sim quase vista como "Renúncia Impossível" e a eleição de Obama ou de Hillary Clinton vão mexer as nações do mundo durante algum tempo.

Vai assim ser possível, como me disse um reputado deputado do maior partido "as elites demagógicas vão poder ver que afinal mesmo em Angola será um dia possível um mulato chegar a presidente".(sic) e porque não? Com a Hillary no poder da maior e mais suja democracia do mundo não se confirma a força e o poder do "sexo fraco"?

Agora a saída do Fidel, vai mostrar se os tais de democratas que ladrão de fora poderão ou têm coragem de assumir e recuperar o país que dizem estar a ir para o brejo por culpa de Fidel. Afinal, da bancada somos todos treinadores: No campo, as coisas mudam e a dança é muito diferente, que o diga o Lula da Silva no Brasil.

Ainda assim, Viva Cuba e que Cuba viva depois de tanta sobrevivência. Vamos torcer que não se tranforme em mais um Timor... Quanto à mais democrata de todas as nações (hahahahaha, não imaginam a vontade que me dá de rir chamar os EUA de democratas) vamos ter qua guardar para Novembro, o mês em que como nós por cá se comemora a independência, nós dos portugueses e eles do Bush. 

Escrito por Edson Macedo às 08h48
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13/02/2008


Fevereiro de Amores

Este é o mês de Fevereiro. O consagrado ao amor dos que amam, dos que querem ser amados, dos que amar e pouco para os que já amaram e sabem que, não mais serão amados. Fevereiro do amor é também o mês das catanas empunhadas a 4 de fevereiro de 1961 dando o início da luta armada que culminava a 11 de Novembro de 1975, com Agostinho Neto a proclamar a República Popular de Angola, "perante a África e o Mundo".

Mas fevereiro por ser vermelho de amor a chegar e de ferrari a partir é todo ele sensual. Na forma de ser e de estar connosco, no pensamento de quem se ama, ou se deseja (amar) e na vontade de que quem já amamos nos olhe e sinta que o passado ido só aconteceu para reforçar o futuro que viria, se ainda amasse, mas que é ofuscado pelo desamor presente.

Ainda assim, o vermelho de Fevereiro, vem com lembranças "antigas" de momentos partilhados à luz de velas de S.Valentim reflectidas em sombras húmidas de extase projectando seios, corpo e alma envolvidos em momentos sexualmente únicos, próprios e partilhados à dois, com amor, amor e... amor. Prazer? Também. Mas o amor por que dois corpos passaram, fluiram e se encontraram era o sinal de uma vida em comum fortes e sempre unidos mas que afinal e tal como aquela mesma vela que presenciou tudo e dividiu com as paredes a inveja de ver, e sentir, dois corpos em harmonia líbida, tudo isso, tal como essa mesma vela, no final, que alguém jamais o projectou... ACABOU...

Acabou e fica assim. Acabou e não fica mais assim. Apenas... Acabou. Com uma única diferença:

Para nunca mais voltar. Voltar ao 14 de Fevereiro, pensar S.Valentim e chegar à conclusão que afinal Valentes não São porque foi-lhe impossível vencer a batalha das intrigas e dos dissabores desta vida que é única, sabe de nós, nos prega partidas para no fim...

Acabar...

Escrito por Edson Macedo às 20h09
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31/01/2008


Estamos com fome de amor!

Meu amigo Adbaio Vunge mandou pra mim o texto que abaixo publico. É de Arnaldo Jabor (na foto), que entre outras coisas é um excelente crítico, dramaturgo, jornalistas e vários eteceteras do nosso país irmão Brasil. Para os que conhecem Jabor vale a pena ler, e para os que não conhecem vale a pena ler para conhecer.

Reitero o meu pedido de comentar quem quiser lógico e deixo aqui os meus agradecimentos ao Adebayo Vunge por ser também ele homem de letras e amigo.

"Estamos com fome de amor!
 
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão' (já citei essa frase em uma crónica antiga, mas ela sempre volta)!
 
Pretensiosamente digo que assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
 
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
 
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?
 
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
 
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
 
Quem duvída do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!' 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
 
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.
 
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
 
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.

Antes idiota que infeliz!
 
Arnaldo Jabor "

 

Escrito por Edson Macedo às 20h56
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27/01/2008


Foi-me enviado o texto que transcrevo na íntegra e que dá conta da "resposta" que Tchizé dos Santos "dedica" à música de Dog Murras.

No meu ponto de vista, no meu, se Dog Murras tem alguma, ou toda razão no que escreve canta, Tchizé tem também alguma ou toda razão no que escreve. Nota-se que, pelo que li, mais do que ser filha de quem é está também atenta ao que se passa ao seu redor, embora, como temos ouvidos um pouco por todo lado, seja ela uma das pessoas que favorecem a entrada de xtranjas no país e beneficiem de garantias e oportunidads que nós os angolano só vemos como Colombo viu a Índia... por um binóculo.

Mesmo assim, gosto quando Tchizé se impõe sem receio nem medo de ser tachada como a filha, ou a princesa, mas com a convicção de ser Tchizé dos Santos.

E eu adoro quem escreve e assina com o próprio nome sem se esconder em pseudónimos, assim como faz um tal de Edson Macedo.

Vamos então ao texto da Tchizé, e por favor comentem...

" Ouvi recentemente a polémica música do cantor Dog Murras e como jornalista, não pude ficar indiferente à sua letra.
 
Creio que o Dog Murras canta algumas verdades, mas como figura de referência que é, não devia fomentar a desunião e a frustração que todo o povo angolano vive, no anseio por uma angola reconstruida e totalmente recuperada da guerra, onde todos os nossos filhos possam ir à escola e onde já não teremos as "diarreias" de que ele fala e que todos nós já tivemos. Mas o próprio Dog Murras há de saber que não se constroi um apaís em 5 anos, nem em 10. 
 
Ninguém gosta de ser relembrado que vive num país com difiuldades, estradas esburacadas, paludismo e outros problemas, aos quais estão expostos TODOS os angolanos, RICOS E POBRES. Todos passamos pelos mesmos buracos e todos sofremos no mesmo trânsito no dia-a-dia, Ricos e Pobres. E todos continuamos a amar a nossa Angola, Ricos e Pobres.  Temos é que trabalhar UNIDOS por uma angola melhor e por um futuro melhor para os nossos filhos, ricos ou pobres. E para esquecer as "malambas", então juntamo-nos ao fim-de semana e dançamos os Kuduros do momento que geralmente, esperamos que nos entretenham e nos façam esquecer os problemas, ao invês de nos frustrar ainda mais.
 
É preciso entender que os obstáculos fazem parte do percurso e que os "engraxadores", "bajuladores", os "Kotas Bosses", e outros delinquentes do colarinho branco, existem em todas as sociedades e passam por cima de outros cidadãos, ricos ou pobres. É o dia-a-dia da batalha pelo ganha pão. A discrepância social infelizmente é um mal global que temos que combater, JUNTOS,  e não desunidos e odiando-nos uns aos outros e fomentando o ódio, ou criando bodes espiatórios como os emigrantes estrangeiros ou os ricos, que na sua maioria um dia também foram pobres. 
 
O problema é que infelizmente alguns "pseudo-novos-ricos" angolanos esquecem as suas origens e querem passar por cima do seu vizinho que saiu do mesmo bairro e acham que têm direito a tudo na lei da força. Isto é que tem que acabar, pois o dinheiro e o poder não identificam um ser humano. Os seus valores sim o caracterizam, fazendo dele um bom ou mau angolano.
 
Também acho que os Chineses não têm culpa da nossa herança histórica que traz consigo poucos quadros angolanos capazes de fazer as obras que eles fazem com aquela rapidez.
 
O que seria melhor? Não fazer as obras porque não sabemos fazer bem e rápido, ou chamar expatriados que façam bem e aprender com eles a fazer melhor ainda? Temos que ser humildes e reconhecer que Angola é um país novo no qual TODOS estamos a aprender como se constroi uma economia de mercado forte. Ninguém nasce ensinado.
 
Agora coloquem-se no lugar do Chinês, Francês, Brasileiro, etc... Quem trabalha de graça na terra dos outros? Claro que os expatriados têm de ser recompensados por irem para a nossa terra dos buracos, do paludismo e da poeira, como diz o próprio cantor, que aliás é um compositor genial.
 
Creio que os senegaleses, zairenses e malianos tb não podem ser culpados da nossa falta de competitividade, ou inexperiência natural de um país com 32 anos, que os deixa vencer a concorrencia nos nossos próprios mercados. E por fim, os portugueses não têm culpa do facto de gostarmos tanto de comer os seu chouriço, bacalhau com natas, Sumol de ananás e cerveja Sagres, em vez valorizarmos a nossa CUCA e Nocal e o Yuki, ou a chikaungua da terra nas festas e bailes onde agora finalmente já dançamos as músicas dos nossos cantores e compositores sem vergonha.
 
Conclusão, temos que trabalhar, pois ser empregado não é vergonha, ser pobre não é vergonha. Trabalhar até de madrugada não é vergonha. Vergonha é ser-se arrogante, ser-se fraco e baixar a cabeça quando um obstáculo se nos impõe. Vergonha é ficar a lamentar os problemas de braços cruzados. E o Angolano não é fraco. O angolano não é violento. O angolano é orgulhoso, mas também é lutador. E com o seu jeitinho, vai resolvendo os problemas.
 
Sejamos unidos, ouçamos as críticas do Dog Murras, sem entretanto interpretá-las como um estímulo ao racismo, nem à desunião dos angolanos, pois com certeza não é essa a intenção do poeta. Enfrentemos a nossa realidade de frente e sem hipocrisia, mas creio que Angola não é dos Chineses, nem dos portugueses e nem dos brasileiros. Angola é mesmo dos angolanos! E nós temos que nos instruir, temos que batalhar e ganhar experiência de trabalho para não nos deixarmos enganar pelo senegalês, brasileiro, português, francês, inglês, chinês na nossa própria terra, pois a ignorância é o maior inimigo do homem e o esclarecimento a melhor ferramenta para o sucesso.
 
Por: Tchizé dos Santos"

Escrito por Edson Macedo às 11h44
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26/01/2008


De facto, e respondendo dirtecto a minha amiga A.Mathaya pelo comentário ao último texto, Luanda tem tantos e entretantos mas tem e nos oferece maravilhas que só a natureza nos sabe proporcionar. O pôr-do-sol que ela se refere, vejo-o todos os dias ao entardecer, no trajecto Luanda Benfica, num trânsito infernalmente parado mas que se vai relevando na beleza do pôr-do-sol, aqui fotografado por mim (via NokiaN70) e que reflecte bem a beleza de ser e estar dos angolanos que brilham, tal como o Rei Sol, de manhã até ao anoitecer mas com a convicção que mesmo com o descanso do Sol, nada irá prejudicar o brilho branco da Lua que de seguida surge nos céus para nos proteger durante a noite e nos devolverá à vida e consequentemente ao…

SOL.

Escrito por Edson Macedo às 22h57
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